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Capítulo 7.3 – Agonia da raposa e do coelho (parte 1)

Dungeon ni Deai o Motomeru no wa Machigatte Iru Darou ka (DanMachi)

Capítulo 7.3 – Agonia da raposa e do coelho (parte 1)

Tradução: Rodrigon | Revisão: Hazel | QC: Sir



"E então? Vamos ouvir."

Disseram-me para me sentar.

A deusa se eleva sobre mim, com os braços cruzados na frente do peito.

Finalmente voltei à casa da <Família Hestia>, Mansão Coração de Pedra. Todo mundo se reuniu na sala de estar.

Muita coisa aconteceu depois que eu saí do Quarteirão do Prazer. Como resultado, eu só voltei para casa de manhã cedo.

Tentei me esgueirar o mais silenciosamente que pude, mas não adiantou. A deusa me capturou imediatamente e iniciou o interrogatório.

"Passou a noite no Quarteirão do Prazer, não é? E então, Bell, o que você tem a dizer a seu favor, hein?"

Ela descobriu que eu tinha passado a noite em um bordel antes que eu pudesse negar.

Com aquele cheiro doce por todo o meu corpo, tenho certeza de que era óbvio. Ela está olhando para mim como se eu fosse à escória da terra. Lágrimas não param de vazar dos meus olhos.

Ela trabalhou até tarde da noite na noite passada; ninguém estava aqui quando ela voltou para casa. Então, quando Welf e os outros voltaram, alguém estava faltando. Ela temeu o pior por horas e horas, e então eu apareci cheirando assim. Claro que ela está com raiva de mim. Não posso culpar suas marias-chiquinhas por estarem flexionadas em direção ao teto.

O pior é que a Lili está de pé ao lado da deusa, com um olhar igualmente assustador em seu rosto.

Welf suspira ao longe. Mikoto está tão ansiosa que eu posso sentir daqui.

"L-L-Lady Hestia, sou culpada por tudo o que aconteceu. Por favor, seja misericordiosa com Sir Bell...!"

"Mikoto, fique quieta."

A deusa interrompe a tentativa de Mikoto de me proteger sem sequer olhar para ela.

Lili conhece a história completa do que aconteceu no Quarteirão do Prazer, e ela está furiosa — o que significa que todos pensam que eu estava fazendo aquilo, porque tenho o cheiro das mulheres que trabalham lá.

"E entãoooooo... você dormiu com uma das prostitutas, não é?" 

"N-não!"

Balanço vigorosamente a cabeça da esquerda para a direita, tentando convencer minha deusa de que sou inocente e me esforçando para ignorar seu tom assustador. Eu nunca ouvi nada parecido.

"E-eu não dormi com ninguém, nem quero! Isso tudo é um grande mal entendido!"

"Então, se esse é o caso, por queeeee o Sr. Bell ficou fora a noite toda?"

Agora Lili está me acusando também?! Ambas têm a ideia errada! Como eu deveria convencê-las?!

Não posso contar todos os detalhes do que aconteceu no Quarteirão do Prazer. O mesmo vale para o fato de eu me perder na Rua Dédalo a caminho de casa, depois que Haruhime me levou para fora do Distrito da Luz Vermelha.

A única opção que resta é negar tudo de uma vez.

"O que estou tentando dizer é que não fiz nada disso!"

"É isso mesmooooo?!"

A deusa estreita os olhos para mim. Lili deve estar no mesmo estado mental, porque ela escolhe esse momento para segurar uma pequena garrafa.

"Então você se importa de explicar isso?"

A deusa pega a garrafa de Lili e a empurra na frente do meu rosto. É uma garrafa de vidro transparente do tamanho de uma peça de xadrez, cheia de um líquido vermelho — um afrodisíaco.

Lorde Hermesssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss!

Minha alma grita de angústia.

Aquela maldita garrafa me causou tantos problemas desde a noite passada. Eu ainda posso ver aquele sorriso no fundo da minha mente. Mas agora parece mais uma praga do que qualquer outra coisa.

Quero contar a Lady Hestia tudo sobre como a garrafa entrou em minha posse.

No entanto, "gostaria que você mantivesse o fato de eu estar aqui como um segredo entre nós. De acordo?" Ainda consigo ouvir a sua voz na minha cabeça.

Eu não tenho coragem de quebrar uma promessa direta com um deus.

Não importa o que alguém diga, os deuses precisam ser respeitados e suas ordens obedecidas.

Estou preso entre a promessa e o olhar gelado de morte de Lady Hestia. CRICK! Minha cabeça cai como uma marionete cujas cordas foram cortadas.

"... Como devemos proceder, Lady Hestia?"

Lili desvia o olhar da pilha lamentável de carne humana que me tornei e se vira para encarar a deusa.

"... ninguém pode mentir para um deus. Bell está dizendo a verdade."

Lady Hestia faz uma pausa por alguns momentos terrivelmente longos antes de dizer isso e soltar um suspiro longo e profundo.

Alívio corre através de mim. Eu olho para ela, meu rosto cheio de alegria pelo fato de que meus pedidos a alcançaram. No entanto, aqueles olhos zangados reapareceram quase imediatamente.

"No entanto, não posso perdoá-lo por passar a noite no Quarteirão do Prazer! Não posso perdoar o fato de você ter demonstrado interesse naquele lugar miserável!"

Corrigindo minha postura, não quero nada além de acalmar a raiva que derrama para fora dela, convencê-la de que tudo é um grande engano.

Mas aqueles olhos gelados e afiados não me deixam falar. As palavras evaporam da minha mente enquanto me curvo de volta para o chão.

"Você passará o dia cumprindo a punição que eu achar melhor. Isso vai lhe dar tempo suficiente para pensar no que você fez. Entendeu?"

"Sim…"

Essa é a única palavra que pode sair pela minha garganta seca.

Eu causei um grande incidente no Quarteirão do Prazer, o território de outra <Família>. Fiz com que nos ficássemos mal. Eu sou o líder; a reputação de nossa <Família> é baseada em minhas ações. As mãos da deusa estão atadas — ficaria mal na frente dos outros membros se ela não me punisse.

Com seu papel de chefe da família completo, ela vira e sai da sala de estar, deixando para trás a aura pulsante de raiva em seu rastro. Lili a segue.

"Minhas sinceras desculpas, Sir Bell..."

Finalmente acabou. Estou sentado nesta posição há tanto tempo que minhas pernas estão completamente dormentes. Eu tento me mover, mas a dor me força de volta ao chão. Mais sangue enche minhas pernas enquanto Mikoto caminha até mim.

Eu digo a ela para não se preocupar, que tudo foi minha culpa porque fui eu quem a seguiu. "Você não precisa se desculpar", eu digo, forçando um sorriso.

"Você está bem mesmo? Você nos preocupou."

Welf se aproxima de mim com uma careta no rosto.

Depois que fomos separados ontem à noite, eles aparentemente ouviram dizer que um grupo das Amazonas de Lady Ishtar estavam perseguindo um coelho. Na verdade, eles quase foram apanhados no meio depois que minhas perseguidoras me perderam de vista. Eles não tinham maneira de saber e recuaram antes que as Amazonas os vissem.

Fiz com que todos se preocupassem... não posso expressar o quanto sinto muito por isso.

"Acho que não tenho que lhe dizer isso, mas ouça Lady Hestia. Não volte lá."

"..."

"Você viu algo que gostaria de não ver, certo?"

Interrompo o contato visual com Welf e olho para o chão.

Isso mesmo — Haruhime…

"… Ah sim, Mikoto, por que você e Chigusa foram ao Quarteirão do Prazer em primeiro lugar?"

Desesperado para mudar de assunto, eu me viro para encarar Mikoto e pergunto a ela.

Ela me explica tudo.

"Ouvimos dizer que havia uma prostituta no Quarteirão do Prazer que lembrava alguém da minha terra natal… Nós fomos lá para procurá-la."

No momento em que ela diz que essa pessoa estava desaparecida há anos, meus olhos se arregalam.

Sem chance... Os pontos começam a se conectar na minha cabeça.

Haruhime e Mikoto são do Extremo Oriente.

"Ei, Be-ell!! Eu não tenho o dia todo!"

Minha linha de pensamento é atrapalhada pela voz furiosa da deusa me chamando de fora da sala de estar.

Eu me forço em direção à sua voz. Deve ser assim que as crianças se sentem quando os pais os afastam de algo interessante.


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Por Rodrigon | 02/01/21 às 15:09 | Ação, Aventura, Fantasia, Magia, Poder, Ecchi, Shounen, Mitologia, Japonesa, Elementos de MMO