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Capítulo 26 - Lideres da estrategia decombate

Evalon: os Seis Lendários (E6L)

Capítulo 26 - Lideres da estrategia decombate

Autor: Tisso | Revisão: Matheus Freitas (Leia SZPS)

As passagens e ruas que levavam até a capital, ou foram interditadas ou extremamente alertadas, tudo para que houvesse o menor fluxo possível no local.

Em meio aos campos dourados e planícies que rodeavam a capital, fogo e sombras tomaram conta de seus terrenos ao passar do tempo.

Os incêndios nos campos deram início a portais manifestados das cinzas do vazio existencial, formando deles diabretes – pequenos demônios de nível um, também conhecidos como demônios fada.

Junto deles, Behemoth’s – demônios de nível quatro com fisionomia de hipopótamos bípedes com cabeça de elefante e pele seca – se manifestaram para um avanço maior.

De explosões negras, surgiram mais animais horrendos, quase deteriorados por completo.

Tipo zumbis de diferenças raças, Carniçais verdadeiros se erguiam na forma de ursos, lobos, corvos, aranhas gigantes, entre outros animais do mesmo tipo.

Os soldados encaravam as criaturas infernais quase que vomitando de nervosismo e medo. Mesmo com suas espadas benzidas com água benta e marinadas em sal grosso, eles não podiam negar seus medos ao surreal e ao maldito que era os seres vindos dos domínios de Lúcifer.

Poucos eram aqueles que se destacavam, soldados comuns dominavam o campo de batalha, mas nele também haviam joias raras.

Exalando coragem e esperança naturalmente, Edward recitou sua oração calmamente, ocasionando na supressão e utilização do calor do fogo pela sua espada e escudo.

Os velhos soldados viram o novo paladino avançar destemidamente pelo campo de batalha, eles sentiram uma onda de segurança, como se ele fosse um segundo Sol, tal como eram as batalhas que Parysas participou em seu passado.

A chama de Edward guiava os soldados no campo de batalha, com isso veio o controle e em seguida um arder de esperança no coração de cada um.

Mesmo com seres demoníacos os cercando e os oprimindo, cada homem sentiu-se único com a presença do paladino. Cada movimento feito em conjunto era grandioso, cada ataque com a espada feriu gravemente os demônios.

Os soldados começaram a batalha, sempre atacando os pontos fracos dos demônios e com suas armas reforçadas, tornaram um exército de um pouco mais de quinhentas pessoas suficientes para segurar os ataques dos demônios.

Como a sombra negra de sua luz verde, o ladino encapuzado rondava suas correntes com adagas nas pontas pelo campo de batalha, atrás de um alvo descuidado.

Os que chegavam minimamente perto do portão principal eram recepcionados pelas correntes de metal, que atravessavam seu fogo escarlate. Queimavam suas peles com o sal e a água benta marinada e os prendiam completamente numa sessão de tortura improvisada.

A estratégia de sufocamento de Varis não funcionava nesses casos, por causa da fisionomia de cada demônio, já que estes que estava atacando não possuíam pulmões ou não os usavam.

Mas, em meio aos outros ataques, o ceifar do demônio vinha de seu companheiro de espécie, Edward. A espada, reforçada pelo seu fogo verde, cortava a pele de qualquer demônio como se fosse papel.

A força impressionante absorvida, assustava até mesmo o próprio paladino. Em meio aquilo, ele se questionou se finalmente teria dominado melhor a Arder de Seus Pecados, ou apenas recolhera mais energia ao enfrentar os demônios que seriam a personificação de pecados.

As dúvidas tomaram vagamente a mente do paladino, mas foram ignoradas rapidamente com o próximo demônio prendido por Varis. O ladino encarava todos a dar espadadas em seus oponentes. O mesmo “lamentava" não poder mal chegar perto dos demônios devido a suas chamas infernais.

Mesmo com suas adagas, ele só conseguia atingir uma área de vinte metros no máximo. Mas claro, ele não se importava em deixar o trabalho pesado e arriscado para terceiros.

O que lhe bastava agora era chicotear os demônios com suas correntes e esperar que alguém o finalizasse. Pelo menos o paladino tomou essa tarefa para si, tornando assim, os dois uma dupla extremamente eficiente em meio aquele ataque de demônios.

Do outro lado do campo de batalha, guardando o outro portão da capital, os soldados lutavam selvagemente, liderados pelo líder da Quarta Divisão. Por lá, os rumores e a má fama de Aquiles eram bem mais alterados e ignorados do que na capital ao lado.

De fato, Aquiles não era a pessoa mais culta do mundo e estava longe de ser a mais sábia, mas o mesmo seria o próximo líder dos Cavaleiros Negros por linhagem familiar. Naturalmente, ele dedicou seu tempo para aprender sobre estratégias de guerra, tanto em cenários como aquele como em outros.

Seu nível de conhecimento era contido em um único núcleo, mas ele fazia bom uso desse núcleo.

Os guardas espalhados pela região foram posicionados para que, quando a carruagem chegasse, todos os demônios em volta já estivessem eliminados.

Glans mostrou que não era apenas uma pilha de músculos. O draconato lutava igual os bárbaros ou trogloditas que já haviam morrido tempos atrás.

Suas habilidades em combate eram dignas de se comparar a gigantes de histórias antigas, devido a semelhança de seu machado as batidas de porretes dados pelos mesmos.

Aquiles, além de promover a estratégia, esbanjava a eficiência de sua técnica e o renome de seu clã. O cavaleiro partia em ataque constante aos demônios, se arriscando várias vezes, tudo isso para demonstrar a sede de vitória e superioridade.

Junto deles, a figura branca montada em um cavalo da mesma cor se destacava. As flechas certeiras e olhos aguçados acertavam precisamente seus alvos, mesmo em um cavalo que galopava tal como um El Condor Pasa, o arqueiro atirava suas flechas para todas as direções possíveis e surpreendentemente acertava os seus alvos com uma frequência absurda.

Os ataques dos demônios diminuíram à medida que seus maiores aliados caiam. Bestas, que um dia já poderiam serem consideradas animais, agora eram carniça pura, resquícios do que já fora possuído pelos seguidores de Lúcifer.

Parando por um breve momento para descansar, Aquiles e Glans se encontraram com James em pleno campo de combate. Apesar dos cadáveres espalhados pelas plantações e do fogo que dominava algumas áreas, o lugar estava sereno e os demônios mortos estavam por virar cinzas lentamente.

O Arqueiro não desceu de seu cavalo, muito menos soltou seu arco, já com uma flecha preparada. O draconato e o cavaleiro vieram de duas distintas direções, mas os três se cruzaram e pararam brevemente para conversar.

— Vinte! — Afirmou Aquiles, balançando sua lança e tirando o sangue negro que a sujava, o espalhando pelo chão de grama queimada e terra que agora ganhara novas marcas.

— Dezoito! — Respondeu Glans, golpeando o chão e fincando seu machado, também sujo de sangue. O simples fato do draconato saber contar impressionou vagamente Aquiles que o subestimou.

— Vinte e dois. — Complementou James, desviando rapidamente sua atenção para os céus e atirando uma flecha que cortou o ar e acertou um pássaro que despencou das nuvens como uma pedra, se chocando com o chão e revelando sua estatura extremamente maior que o convencional. — Vinte e três.

Os dois concorrentes olham assustados para o cadáver que havia sido atingido pela flecha. O projétil lhe atravessou o pescoço e saiu pelo olho de forma grotesca.

O crânio começou a ser corroído pelo projétil que, assim como todas as armas utilizadas no campo de combate, era reforçada por meios santos para serem mais eficientes contra demônios.

— Acho que não foi uma boa ideia desafiar alguém que sabe usar um arco e flecha. — Afirmou Aquiles com um leve receio de sua vitória.

— Bem, tenho que ir. — Se despediu James, puxando a crina de seu cavalo, o fazendo galopar para cima de um pequeno monte que ainda estava virgem de cadáveres.

— Exibido. — Reclamou o cavaleiro, sendo em seguida encarado por Glans que não compreendeu seus dizeres.

Os olhos do arqueiro trilharam os campos, analisando tudo a seu redor de forma fria.  Dos soldados que golpeavam pequenas criaturas, aos resquícios que foram deixados por carroças que foram atacadas pelos demônios e se viram obrigadas a abandonar suas mercadorias.

“Essa sensação...” Pensava o arqueiro ao lembrar de seu último tiro, o vento entrava para dentro de sua armadura o que o fez sentir um pouco de frio natural. “Os braços me envolveram de novo. A voz começou a falar novamente...”

Rapidamente o arqueiro se virou para o leste e viu com clareza um caniçal em formato de urso que estava sendo golpeado por dois soldados.

Segundos após apareceu Aquiles para ajudá-los.

“Eu sinto eles”. James começou a olhar para o demônio, focando seus olhos, ele conseguiu de alguma forma sentir a dor que o demônio sentia ao ser golpeado por todas aquelas armas benzidas. “Não é de agora que isso acontece. Em Monssolus, se eu me concentrasse, eu poderia sentir o demônio que nos atacou. Mesmo que todos tenham-me dito que ele usou de magias para se ocultar, eu tenho ainda acho que conseguiria senti-lo...”.

O sentimento de algo abraçando sua alma foi sentido novamente. Aquele mesmo sentimento que antecedeu cada tiro do arqueiro e que veio acompanhado de uma voz de seu subconsciente.

“Arde, esse sentimento arde” James olhou trêmulo para seu arco, o segurando com mais força e olhando para tudo ao seu redor, enquanto refletia vagamente sobre tudo aquilo.

Porém, os pensamentos foram atrapalhados por um cavalgar de cavalo, que se contrastou com os gritos dos demônios que urravam de dor.

Sua estrutura reforçada, porém requintada, mostrou a soberania do veículo que foi identificado de imediato por James.

Rapidamente, ele sacou de dentro de seu manto branco, um chifre que media quase o tamanho de seu antebraço, em sua ponta tinha um furo que atravessava o objeto oco. A boca de James entrou em contato com o furo e o ar foi sugado para dentro de seus pulmões, se esvaindo rapidamente no sobrar que anunciar a chegada do ser de poderes incríveis como uma corneta bruta.

O som emitido pelo instrumento ecoou pelos campos e plantações chegando até a ser ouvido de dentro dos muros, alcançando os ouvidos astutos de Varis e Edward, que compreenderam o sinal dado e se retiraram para dentro da capital, com o objetivo de a cruzar e chegar o mais rápido possível no outro portão.

Ao passar por uma grande tenda de feridos, os olhares dos dois elfos se encontram com os de Voltten que acabara de atender um soldado machucado.

— Boa sorte. — Afirmou o olhar esperançoso, porém preocupado de Voltten.

— Teremos. – Responderam os dois com um “sim” feito com a cabeça.

Os guardas que estavam espalhados pelo campo de combate recuaram junto com os elfos negros, assim voltando para dentro da capital.

Em seguida, o enorme e grosso portão de grades de ferro que protegia a cidade caiu, bloqueando completamente a passagem dos demônios e humanos que tentariam atravessá-lo.

O plano estava fluindo corretamente, os olhos astutos do arqueiro haviam localizado a carruagem, antes mesmo dela entrar no campo de batalha, assim como previsto por Parysas, que ajudou a arquitetar a defesa.

Mesmo com Varis carregando uma corneta reserva, para caso ele avistasse a carruagem primeiro, as habilidades de James haviam se provado superiores aos dos outros arqueiros.

Glans e Aquiles entraram em alerta perante o ecoar da corneta e, deixaram os fracos demônios que estavam golpeando para focar completamente no objetivo verdadeiro da missão.

O guarda que comandava a carroça avistou de longe a figura branca de James galopando.

— Quem vem!? – Gritou o guarda levemente intimidado com o homem careca.

James se aproximou da carroça e, ao ouvir a pergunta, diminuiu a velocidade de seu cavalo.

— Sou um arqueiro de Cartan, responsável por conduzi-lo à capital! — Respondeu James, se pondo a galopar do lado da carruagem.

Naquele momento os sentidos de James o avisaram do perigo.

A sensação de peso na consciência havia tomado conta, não só do arqueiro, mas também de todos que ainda estavam no campo de combate, denunciando uma presença magia extremamente forte.

O inimigo já estava por lá.

Por Tisso | 16/06/20 às 17:40 | Ação, Aventura, Fantasia, Sobrenatural, Magia, Mitologia