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Capítulo 40 - A Honra de um Militar

Evalon: os Seis Lendários (E6L)

Capítulo 40 - A Honra de um Militar

Autor: Tisso | Revisão: Matheus Freitas (Leia SZPS)

Nota do autor Isso é apenas uma mensagem do autor, pode ignorar se preferir. Ola, desculpe se eu parecer ignorante ou irritado, mas é só um ponto de vista que me deixa meio desanimado em alguns pontos. Eu sei que não é obrigação de ninguém, mas é meio desanimador ver os analytics e comparar as visualizações com os comentários. Sei que é comum esse tipo de coisa, mas da a impressão de que eu estou escrevendo apenas para maquinas verem, claro que agradeço a quem comenta e interage, em especial o Paragon e o ClayMan e a toda comunidade do discord. Acho que isso é só um convite pra trocar ideias nos comentários, mas de novo, ninguém é obrigado a nada. Bem, espero que gostem do capitulo, Say ya..

— Edward, o que aconteceu com você? – Questionou James, colocando o amigo escorado em seu ombro e o levando com dificuldades de volta para Voltten.

— Mas o que!? – Exclamou Aquiles, ao ver o estado do paladino.

— Edward estar bem? – Questionou Glans, igualmente preocupado.

— Não tenho ideia, melhor levá-lo para Voltten! Ele deve saber o que fazer! — Disse James, tentando lembrar por onde viera.

Aquiles novamente observou os lábios de seus amigos se mexendo, mas não emitindo nenhum som. O cavaleiro já estava se irritando com esse incômodo e bufou levemente para o nada.

Após alguns minutos, James escutou leves passos vindos de atrás de Aquiles.

Ele olhou para trás de relance e teve sua ação questionada pelo cavaleiro que não a entendeu, se virando para confirmar a razão do foco repentino do amigo.

Ambos não viram nada, ficando ainda mais tensos e preocupados, voltando para seu caminho logo em seguida. Novamente o mesmo som de passos rápidos foi escutado, desta vez atrás de Glans. Ele rapidamente empunhou seu machado e desferiu um golpe rápido na região de sua retaguarda.

A nuvem de areia parecia não ter fim, impossibilitando a localização de Voltten, junto disso a audição de Aquiles não voltava de jeito algum, deixando James cada vez mais sem ideias do que fazer.

Porém, em meio as nuvens de areia, uma pequena ideia surgiu na mente do arqueiro, que recuperou as esperanças de reencontrar seus amigos. A ideia mais simples e eficiente possível.

— Voltten! – Gritou James, sua voz foi escutada por todos.

A plateia reagiu surpresa, pois não recebia um sinal de vida dos combatentes a certo tempo.

O mago ouviu seu nome, mas não entendeu o porquê do grito, até que ele raciocinou e se colocou na posição do arqueiro que estava perdido.

— James! – Respondeu Voltten, gritando ainda mais alto que o arqueiro.

James sorriu ao ver o sucesso de seu plano improvisado. Puxando o braço de Edward, que estava deslizando, ele se pôs a seguir a voz do amigo.

— Voltten! – Gritou mais uma vez James, sendo seguido por Glans e Aquiles que ainda não entendiam o porquê do ânimo do amigo.

— James! – Respondeu novamente Voltten, percebendo o aumento da voz de seu amigo.

A ação dos dois se repetiram por mais algumas vezes, até que o vulto do mago ajoelhado cuidando de Varis foi visto pelos três que estavam levando Edward.

Aquiles e James aumentaram seus passos, começando a correr em direção ao mago, porém Glans não os acompanhou, pois sentiu uma estranha presença ao seu redor.

A poucos metros do encontro do arqueiro com o mago, uma lança dourada desceu dos céus, semelhante a um trovão descendo das nuvens, e quase acertou James que o percebeu momentos antes do final do cair da arma.

O arqueiro se jogou para trás como evasiva do ataque surpresa que recebeu, caindo no chão junto com o paladino desmaiado. O cavaleiro não escutou o estrondo do objeto se chocando com o piso do coliseu, mas percebeu a arma de seu oponente momentos depois do ataque ser feito.

— Ei James! — Gritou Aquiles empunhando suas cimitarras em suas mãos da melhor forma que conseguia. — Eu acho que você pode me ouvir, então escute bem porque eu não vou repetir! Leve o Edward para longe daqui, do jeito que ele está é só um golpe rápido para matá-lo. Eu e Glans cuidamos desse lanceiro metido a ladino. Não é, escamoso!?

— Ser! – Glans respondeu estufando o peito e se aproximando.

O arqueiro se espantou com os dizeres calmos do cavaleiro que abrangia suas cimitarras friamente.

— C-Certo! — Respondeu James, se levantando e levando Edward consigo.

Os dois amigos saíram da linha de visão de Aquiles, que se viu sozinho até olhar para trás e perceber o draconato que estava lhe observando. O elfo ruivo sorriu para o amigo que empunhava seu machado arranhado, disposto a matar o lanceiro com suas próprias mãos, coisa essa que atiçou o cavaleiro que lhe acompanhava nesse combate.

Aquiles olhou para o rosto de Glans e logo reparou que o mesmo estava espantado. Direcionando sua visão para os olhos do amigo, Aquiles já preparava suas cimitarras para atacar.

Com um rápido movimento, o elfo se virou com vigor e determinação, assustando o lanceiro, que estava prestes a lhe acertar um golpe com sua arma.

As cimitarras deslizaram pela lâmina da lança, causando inúmeras faíscas e defendendo Aquiles no processo. O cavaleiro se pôs a forçar no ataque junto com o lanceiro, ação essa, que já havia sido feita no início do conflito.

Porém, desta vez, Aquiles tinha alguém com quem poderia contar para ajudá-lo. Glans, que estava alguns centímetros atrás do cavaleiro lhe dando suporte.

Com um movimento que usou cem por cento da força de Aquiles, as cimitarras haviam jogado a lança para longe, deixando uma parte da defesa do inimigo muito aberta.

Glans olhou para a lâmina da arma que já estava longe de Aquiles, o mesmo a isolou.

O draconato não pensou duas vezes e se pôs a correr em direção ao lanceiro, que ainda não havia se recuperado do golpe. Glans se meteu no meio do combate, ficando entre Aquiles e o final da lança, surpreendendo o amigo que não entendeu seu pensamento.

O lanceiro percebeu o ser que se pôs a correr em sua direção e puxou a lança para que a lâmina acertasse a cabeça do draconato.

Glans não percebeu o manuseio da arma e acabou tendo seu rosto cortado pela lâmina da lança, mas mesmo com um corte considerável em sua bochecha e com seu sangue escorrendo, o draconato continuou a andar, fazendo forças para empurrar a lança com o cabo de seu machado, mas o inimigo dificultou sua aproximação, forçando a arma de uma forma que o tomasse completamente seu foco.

— Você não é tão forte assim, não é mesmo escamoso? – Ironizou Aquiles, se preparando para correr.

Os olhos de Glans desviaram rapidamente para a região que ouviu o deboche, mas a única coisa que eles viram foi o cavaleiro correndo em direção ao lanceiro, que tinha seu foco na lança que empunhava.

Aquiles chegou de encontro com o inimigo em questão de segundos e o surpreendeu com um ataque direto em uma brecha no abdômen, fazendo-o largar a lança e saltar alguns centímetros para trás com medo, assim evitando o golpe.

O inimigo estava desarmado na frente de Aquiles que pegou a arma e a empunhou improvisadamente com a mão não dominante.

— Meio tarde pra tentar Davi Golias. — Disse Aquiles, apontando as duas lâminas para o lanceiro. — Quer ser morto por sua própria arma ou vai se render?

O lanceiro se viu derrotado quando olhou para o draconato em seus cem por cento e o cavaleiro com duas armas. Ele baixou sua guarda e se ajoelhou em meio ao combate reconhecendo a superioridade dos dois oponentes.

— De duas batidas no chão para simbolizar que você se rendeu! — Disse Aquiles, reconhecendo a ação de seu inimigo, mas não sabendo confirmar se o mesmo conseguia falar algo devido a sua surdez.

O mesmo fechou seu punho e golpeou o piso do coliseu duas vezes.

— Foi uma honra lutar com você. — Respondeu Aquiles, abaixando lentamente as armas, ainda permanecendo em guarda. — Glans venha para cá, não precisa ter medo.

O draconato obedeceu ao pedido do amigo, ficando do seu lado e observando o inimigo ajoelhado.

— Glans, por favor, segure as mãos dele e o imobilize. — Pediu em um tom sério, ignorando o fato de que tinha que matar aquele ser.

Glans novamente atendeu ao pedido do amigo e agarrou as mãos do lanceiro, que não faz nada para se soltar.

— Não nos leve a mal, mas não sabemos se você não vai tentar escapar ou nos atacar pelas costas. — Ressaltou Aquiles, desconfortável com o lanceiro.

O inimigo direcionou seu olhar para baixo, não reagindo ou tentando escapar, ele apenas aceitou sua derrota de forma fria.

Glans estava confuso, mas não comentou nada em relação aquilo e apenas continuando a seguir os pedidos do amigo.

Após longos minutos de espera, a areia finalmente baixou, revelando os combatentes que ainda estavam vivos, mesmo com alguns à beira da morte.

James e Voltten estavam cuidando de Edward e Varis, Aquiles e Glans estavam imobilizando o lanceiro que não resistia.

Kaf observou com louvor e um certo receio a cena da vitória dos gladiadores, prevendo os tratados, pronunciamentos e o pior, a origem do paladino. Os que presenciaram a vitória dos seis aplaudiam e gritavam de emoção, muitos nem sequer acreditavam no que estavam vendo.

Receoso de ter ido longe demais com aquilo, o imperador levantou de seu trono lentamente e chamou a atenção de Aquiles, que fixou seus olhos no homem de pele queimada que comandava aquele país.

Kaf conversou rapidamente com um dos guardas de seu camarote, o dando alguma ordem que o fez se retirar da linha de visão do cavaleiro, que tentou entender o que estava acontecendo na mente do diplomata que parecia surpreso.

O imperador andou calmamente até o final de seu camarote, ficando em sua beirada e tendo seu corpo exposto aos olhos de Aquiles. Com um lento movimento, Kaf ergueu seu braço e polegar, dobrando a mão para baixo logo em seguida.

O cavaleiro ainda estava sem ouvir nada ao seu redor, mas entendeu o pedido do imperador. O baixar do polegar significava que o gladiador vitorioso deveria matar seu oponente.

Aquiles deu um breve riso, jogando para longe suas armas que se perderam na areia do coliseu, ato esse que intrigou o povo e principalmente Kaf que encara aquilo como um ultraje.

— Eu me recuso! – Gritou Aquiles, causando uma enorme onda de descrença no coliseu.

Na mente de Aquiles, ele se pôs no lugar do inimigo. Ele não era um simples inimigo, um inimigo vago não aceitaria a derrota e tentaria atacar de alguma forma com o abaixar da guarda do cavaleiro.

Aquele inimigo era diferente, ele possuía o mínimo de honra possível, honra essa que Aquiles valorizou e o poupou. Matá-lo seria um ultraje a seus próprios princípios como Cavaleiro Negro, como Capitão da Quarta Divisão e como futuro Governador de Atrit.

As pessoas vibravam e festejavam perante a afronta feita pelo gladiador vitorioso que se recusou a matar seu oponente.

Os guardas rapidamente saíram das salas que antecediam a arena do coliseu, cercando completamente os seis, que ficaram nervosos ao serem intimidados pelas cimitarras e lanças dos cavaleiros de Harenae.

Junto deles, dois nativos vestidos completamente de branco com longas barbas negras se aproximam de Varis e Edward, já com suas mãos levantadas para não apresentarem perigo.

— Por favor, venham conosco sem resistirem. — Falou um dos homens de branco.

— E o que? Descansarmos para lutar novamente amanhã? – Retrucou James, confrontando os guardas e os dois homens de branco.

— Isso não será necessário. — Respondeu o segundo homem de branco, se aproximando de Edward e analisando o estado de suas mãos. — Kaf exigiu uma audiência com vocês.

— Uma audiência com o imperador? – Perguntou Voltten nervoso e assustado, trocando olhares com James.

— Sim. — Afirmou o homem de branco, desviando seu olhar para Aquiles que estava ameaçando os guardas com seus punhos nus, nitidamente intimidado, provavelmente encarando aquilo como um segundo round. — O que há de errado com seu amigo?

— Ele? – Questiona James, olhando para o cavaleiro que ameaçava dar socos nos guardas. — Ele ainda está surdo devido à explosão.

— Entendo. — Respondeu o homem, erguendo a mão aberta em direção a Aquiles. — Lieadat Taeyin!

James reconheceu que aquilo era uma invocação de magia e comprovou esse fato, ao ver uma aura amarelada saindo da mão do homem de branco e viajando até a cabeça de seu amigo.

Aquiles arregalou os olhos ao sentir a audição novamente, parando de ameaçar os guardas logo em seguida.

— Obrigado. — Agradeceu James, reconhecendo a ajuda realizada pelo suposto sacerdote de Harenae.

— Não agradeça. — Respondeu o homem de branco, recolhendo sua mão após terminar a magia.

Os guardas levaram o lanceiro para dentro do coliseu para prendê-lo até sua próxima luta, a carcaça do gigante irá permanecer imóvel no centro do campo de combate e não sairá de lá por muito tempo.

Após a vitória dos gladiadores, todos os que lá estavam haviam sido expulsos do coliseu, e os seis vitoriosos estavam sendo levados para o palácio de Suma, onde lá teriam a audiência com o imperador Kaf.

Por Tisso | 04/08/20 às 16:19 | Ação, Aventura, Fantasia, Sobrenatural, Magia, Mitologia