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Capítulo 41 - Casos a se Tratar

Evalon: os Seis Lendários (E6L)

Capítulo 41 - Casos a se Tratar

Autor: Tisso | Revisão: Matheus Freitas (Leia SZPS)

Nota do autor Isso é apenas uma mensagem do autor, pode ignorar se preferir. Ola, desculpe se eu parecer ignorante ou irritado, mas é só um ponto de vista que me deixa meio desanimado em alguns pontos. Eu sei que não é obrigação de ninguém, mas é meio desanimador ver os analytics e comparar as visualizações com os comentários. Sei que é comum esse tipo de coisa, mas da a impressão de que eu estou escrevendo apenas para maquinas verem, claro que agradeço a quem comenta e interage, em especial o Paragon e o ClayMan e a toda comunidade do discord. Acho que isso é só um convite pra trocar ideias nos comentários, mas de novo, ninguém é obrigado a nada. Bem, espero que gostem do capitulo, Say ya..

Os guardas escoltaram os quatro pelas ruas até o palácio, enquanto Edward e Varis estavam sendo carregados por toda a viagem.

As pessoas olhavam encantadas para os gladiadores que derrotaram os dois monstros mais temidos do coliseu com suas próprias mãos.

O reconhecimento trouxe uma confiança e orgulho em Aquiles, mas sua fama se espalhando naquele lugar poderia ser prejudicial em sua mente.  Junto do amigo, Voltten e James olhavam as coisas de uma maneira muito mais pessimista, afinal haviam atacado os guardas da cidade e ainda invadiram a arena de combate que seria uma forma de prisão neste país.

A forca ou a execução já era cogitada pelos dois, que andavam sem esperanças de que sairiam vivos dali.

Glans estava apático perante a situação, não sabia muito sobre política e não tinha uma noção muito grande sobre o que havia feito para estar ali. O maior foco do draconato era o corte em seu rosto, que não sangrava mais, mas estava o incomodando com uma pequena dor.

As ruas movimentadas da cidade e as enormes multidões de pessoas que se formavam para ver os gladiadores, foram cruzadas pelos guardas que escoltava o grupo.

No caminho tomado rumo a zona rica da cidade, o gigantesco palácio de Suma podia ser visto. O lugar era enorme e possuía torres gigantescas, mas diferente de um castelo convencional, os cumes e telhados possuíam uma concavidade.

Com detalhes verdes e dourados enfeitando suas pontas e cantos. O palácio esbanjava magnitude e demarcava claramente onde era o centro da zona rica de Suma.

Entrando no monumental palácio, eles se depararam com a grande quantidade de pessoas os circulando, em sua maioria nobres e ricos comerciantes, quase sempre acompanhados por dançarinas que usavam véus curtos de diversas cores e espessuras.

Passando por alguns corredores do local, Edward e Varis se separaram do grupo, sendo levados para salas em particular para serem tratados. O restante se assustou momentaneamente, mas decidiu arriscar e confiar a preciosa vida de seus companheiros aos nativos.

Após alguns minutos caminhando pelos belos corredores do local, outra pausa foi feita, desta vez, para deixar os quatro em um quarto fechado com almofadas espalhadas pelo chão e comidas em cima de uma mesa dourada, tudo isso para o repouso do grupo.

— O que seria isso? – Questionou Voltten, estranhando a mordomia que recebeu.

— Kaf pediu para que nós deixássemos vocês confortáveis, pelo menos por um tempo. – Respondeu um guarda de forma séria e abrangendo sua lança apoiada no chão. – Vocês podem descansar o quanto quiserem e usufruir de nossa comida. Desde que não saiam desta sala, não haverá problema.

— Bom... – Murmurou Aquiles, se dirigindo para a mesa de comida receosamente sobre o que aquilo poderia significar. — Desde que possamos descansar, por mim tudo bem... eu acho. – Ele disse com cautela e receio, mas mascarando isso vagamente com autoconfiança.

O cavaleiro se pôs a abocanhar uma carne de camelo que estava servida na mesa. Engolindo ela com rapidez, quase não a mastigando. Tudo para recompor as energias perdidas em combate.

— Glans também pode comer? – Questionou o draconato, também com fome.

— Claro, vai fundo. — Respondeu James, puxando uma almofada grande o suficiente para que pudesse se deitar nela. — Não temos muito o que fazer mesmo.

Glans começou a acompanhar Aquiles em seu banquete de comidas exóticas.

— Quanto tempo ficaremos aqui? – Questionou Voltten para o guarda que estava vigiando a sala.

— Até Kaf requisitar de seus serviços. — Respondeu o guarda.

— Suponho que nem você sabe quanto tempo será isso. — Resmungou o mago cansado.

O guarda apenas fez um sim com a cabeça, deixando Voltten ainda mais sem esperanças. O tratamento improvisado que ele realizou em Edward e Varis haviam lhe tomado muita energia, o deixando praticamente acabado.

Com o restante das forças, Voltten arrumou uma cama com as almofadas espalhadas pelo chão e acompanhou James em seu descanso.

— Pelo menos a luta acabou. — Disse o arqueiro, dando um breve suspiro de alívio.

— É, pelo menos isso. — Concordou Voltten, olhando para Glans e Aquiles comendo. — Queria ter confiança para comer uma comida servida por um nobre, que talvez nos odeie, oferece.

– Elfos resistem a veneno. – James comentou rapidamente. – Fora que Glans e Aquiles são campeões invictos em resistir ao álcool em Cartan.

– Hahaha, você está certo. – Voltten riu sem graça.

— Será que Edward e Varis vão ficar bem? – Questionou de forma pensativa e preocupada.

— Não posso afirmar, antes de levá-los eles me disseram que iam usar das magias dos curandeiros locais, mas ainda não confio totalmente nesses guardas.

— O mesmo. Não sei o que eles querem conosco, mas nós matamos o gigante deles, deve ser algo importante. – Disse o arqueiro. – Um gigante é estupidamente raro, um no meio do deserto muito mais, não?

— “Nós” não, Edward o matou sozinho. — Corrigiu Voltten, com um ar desanimado, afinal havia deixado todo o trabalho nas costas de seu amigo, que agora arcava com as consequências de sua magia.

— É, eu não fiz praticamente nada. — Completou James, igualmente desanimado. — Varis também tem um pouco de participação nesta vitória. Foi ele que distraiu o gigante para que Edward invocasse o feitiço.

— Sim, ele também teve sua importância nessa luta. – Voltten falou desanimado, cada vez mais preocupado com seus amigos, mas a exaustão não lhe permitia transparecer seus reais sentimentos.

— Eu não sei o que estava se passando na cabeça dele. – Disse James intrigado. – Se pendurar na arma do gigante para distraí-lo foi uma ideia estúpida demais.

— Ele sempre teve essas ideias idiotas, mesmo essa sendo de proporções absurdas, é do fetiche dele. — O mago respondeu pensativo, com um leve tom nostálgico em sua voz. — Quando nós estávamos em Kranbar, ele e Edward discutiam e brigavam quase que toda hora, eu não passava um dia sequer sem ouvir uma discussão entre eles.

— Sério? – Perguntou James, dando uma rápida risada e quebrando a postura séria que estava.

— Sim, eles eram insuportáveis quando juntos, nem mesmo Parysas os aguentava as vezes. – Relembrou aos poucos, também se perdendo nas risadas vagas. – Isso quando eles não decidiam discutir a noite, não me deixando dormir, era um caos.

— E hoje eles estão ali, quebrados porque um se sacrificou pelo sucesso do outro, se visto de certo modo. – James ironizou com risadas breves e discretas, mas logo mudou sua postura para uma curiosa. – Um escolheu sofrer para que o outro conseguisse poder e esse outro conseguiu o poder e vingou o que sacrifico para isso.... Quando eles ficaram tão amigos a esse ponto?

Voltten olhou para o teto e começou a puxar de suas lembranças uma resposta.

— Acho que desde a chegada do terceiro escolhido. — Disse o mago em tom de exaustão. — Não, antes... ou foi na proteção do portão mesmo... na realidade, acho que não se pode lutar do mesmo lado de alguém que se tem ódio e, querendo ou não, nosso grupo ficou próximo bem rápido. – Ele complementou de forma calma. – Glans evoluiu em semanas com Aquiles o que não evoluiu direito conosco em meses.

– De acordo...

Os dois continuam a conversar até serem consumidos pelo cansaço e sono no meio das almofadas gigantes do lugar.

A lua de prata cresceu em meio ao pôr do sol, dando espaço a noite fria do deserto, se estendendo a quilômetros e mais quilômetros de Suma, estava Cartan.

No castelo da capital, em uma varanda de um aposento dado por Ortros, estavam Merlin e o terceiro escolhido.

O escolhido parecia mumificado, completamente coberto por panos e faixas para não ficar visível e completamente preso, assim como o mago planejou.

Merlin se debruçou na varanda vendo parte da capital, sentindo tudo que acontecera ao seu redor.

Os ratos corriam pelos esgotos, muitos mordiam as pessoas, outras se feriam por acidente, outras em brigas, mas aos poucos eram contaminadas. As invasões na capital eram paradas por Parysas, Sansa e Ortros, mas eliminá-los seria muito trabalho, principalmente para encobrir sozinho. Era um jogo a se ganhar por pressão e determinação.

O mago fixou o olhar para o horizonte por breves instantes, vendo a correr pelos campos um lobo negro de olhos vermelhos rubi.

Próximo a colidir com um lago que cruzava os caminhos, o lobo saltou, se deformando e se metaforizando em uma águia. A águia voou na direção do mago, mas foi logo interceptada por uma barreira mágica implantada por Sansa para proteger o castelo.

Em sua frente, o animal alado foi desintegrado, deixando como último resquício de sua existência um escaravelho que escondia em seu bico.

– O que temos aqui? – Disse o mago, pegando rapidamente o escaravelho.

Merlin tateou o inseto e, após encontrar a posição exata, ele o mordeu, devorando o ser vivo em apenas algumas mordidas. Sentindo o gosto material e espiritual do inseto artificial, ele concluiu seu pensamento.

– Então o Priscar se machucou... – o mago murmurou para si mesmo receoso. Sem um foco em si, Merlin estalou os dedos. – Venha.

Um roedor saiu debaixo de um dos armários do local segundos após ele estalar os dedos. O rato rapidamente ficou frente a frente com o mago, que se agachou para pegá-lo, deixando-o em suas mãos e o acariciando gentilmente.

Os olhos vermelhos do animal demoníaco brilharam e fixaram nas íris azuis do mago que as lia lentamente.

Por breves minutos, os dois ficaram imóveis no quarto apenas a se encarar, nem mesmo a respiração dos dois era efetuada.

Merlin se abaixou, colocando o rato de volta no chão, o roedor aproveitou a deixa e corre para longe.

Se transformando em poeira negra alguns instantes após começar a correr.  Um sorriso macabro brotou na cara do mago, que voltou a observar a lua de prata.

Com uma risada que tentava esconder, Merlin caia nas graças do que estava acontecendo, recompondo a postura somente quando a voz da escuridão o questiona.

— Devemos mandá-los? – questionou a voz semelhante as demais pertencentes a demônios, mas que possuía diferenças estranhas e indescritíveis. Algo como um demônio único na teoria.

Merlin faz uma pausa em sua risada, ficando sério novamente.

— Não. — Afirmou o mago, esbanjando calma e paciência ao falar com a voz demoníaca. — Deixaremos tudo nas mãos deles, afinal temos nosso informante, não é mesmo?

– Sim, mas e os príncipes?

– Três quartos do original, um exército de escala mundial e um Deus como refém. – Merlin disse calmamente, enquanto tateava seu pescoço de uma forma que lhe dava um extremo prazer. – Não perderemos nada se eliminarmos eles, o foco é forçar a ressurreição de Tac Nyan.

– Entendido.

– Por agora foquem em manter os ataques constantes. – Merlin parou de mexer e seu pescoço e voltou ao normal aos poucos. – Não os deixe pensar que paramos de atacar ou algo parecido. Junto disso acho que é cabível usar parte da energia do Priscar para recuperação, mas não os deixe perceber alterações por magia negra ou composição demoníaca. Isso é tudo.

A voz se calou e o ser em questão havia sumido, mesmo que nunca estando lá em si.

Por Tisso | 06/08/20 às 19:27 | Ação, Aventura, Fantasia, Sobrenatural, Magia, Mitologia