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Capítulo 45 - Despedida das Terras de Areia

Evalon: os Seis Lendários (E6L)

Capítulo 45 - Despedida das Terras de Areia

Autor: Tisso | Revisão: Matheus Freitas (Leia SZPS)

Nota do autor. Isso é apenas uma mensagem do autor, pode ignorar se preferir. Ola, desculpe se eu parecer ignorante ou irritado, mas é só um ponto de vista que me deixa meio desanimado em alguns pontos. Eu sei que não é obrigação de ninguém, mas é meio desanimador ver os analytics e comparar as visualizações com os comentários. Sei que é comum esse tipo de coisa, mas da a impressão de que eu estou escrevendo apenas para maquinas verem, claro que agradeço a quem comenta e interage, em especial o Paragon e o ClayMan e a toda comunidade do discord. Acho que isso é só um convite pra trocar ideias nos comentários, mas de novo, ninguém é obrigado a nada. Bem, espero que gostem do capitulo, Say ya

Após um dia repleto de aplicações mágicas nos corpos dos elfos negros e negociações com o imperador Kaf, os seis amigos conseguiram sua liberdade e a posse do escolhido finalmente.

Kaf ainda lhes garantiu comida e água junto de alguns feitiços e sugestões de rotas, para que as carroças seguissem um caminho mais favorável e rápido para voltar a Civitas. Tentando os tirar de lá o mais rápido possível.

A área mais pobre se surpreendeu com Kaf, seus guarda-costas e sacerdotes pessoais. Todos estavam presencialmente no local para acompanhar o bando.

Carregado por servos, estava Edward em uma cama ainda dormindo desde o momento do soco final, mas que agora, possuía o braço completamente enfaixado.

Já Varis, era quase o mesmo, mas o ladino não dormiu calmamente, ele era constantemente sedado por meios mágicos. Seu despertar no palácio foi só um dos, os sacerdotes custaram a manter cada vez mais para manter o elfo dormente.

Foi difícil preparar as carroças em meio à multidão, mas logo os guardas abriram espaço para que fosse tranquila a transferência dos elfos para o veículo.

Após colocar cada um em uma carroça e organizar todos os seus itens nas mochilas, Aquiles e Voltten já planejavam sair do lugar, mas eles foram parados.

– Ei! – Kaf gritou os parando por completo, chamando a atenção de todos que estavam no lugar, sejam elas súditos ou o grupo. – Acho melhor comermos algo antes que vocês saírem.

– O que? – Todos do grupo, que antes estavam separados arrumando detalhes diferentes da carroça, se reunira perante a figura bem humorada do imperador que falara aquilo com um sorriso no rosto.

– Vamos reservar um banquete agora mesmo, vossa majestade! – Disse um dos guardas, se ajoelhando seguido de outros três que fizeram o mesmo.

– Não será necessário. – Ao afirmar isso, Kaf se levantou e pulou de seu palanquim, colocando seus sapatos caros e nobres em um chão coberto de poeira e areia. – Podemos comer aqui mesmo.

– Hum? – Voltten olhou para James e Aquiles que também se olharam e por fim, todos se focaram em Glans, os quatro estavam confusos.

– Vamos, vocês precisam comer antes de ir viajar, não? – Disse Kaf em um leve tom cômico, enquanto os guardas ao seu redor os encaravam tão confusos quanto o grupo. – Chuto que também estão com fome.

– É, ele tem razão disso. – James comentou rapidamente.

– Bem, vamos entrando. – Disse Kaf, chamando o grupo pra ir junto com ele.

– Claro, claro... – Voltten caminhou lentamente na direção do imperador, seguido de seus companheiros que estavam tão receosos quanto, apenas Glans não estava no nível de sentimentos do amigo.

Ao entrar no lugar, todos percebem a presença de Kaf rapidamente e não era para menos, sua fama naquele país e naquela cidade principalmente era gigantesca.

O imperador pediu para que seus guardas não o acompanhem, deixando-o a sós com o grupo.

Após escolher a mesa, a garçonete do lugar vem caminhando tremula em direção ao imperador, a mesma fizera o mesmo com o draconato a alguns dias.

Kaf, bem-humorado, apenas fechou os olhos e aumentou seu sorriso.

– Não precisa se incomodar. – Disse o imperador. – Eu sou apenas mais um cliente.

– S-S-S-S-Sim. – As diferenças entre o draconato e o imperador eram realmente grandes, somando os dois, a jovem garçonete apenas entregou o cardápio e começou a correr de volta para trás do balcão da taverna com medo.

– Então, vão querer o que? – O imperador perguntou calmamente, enquanto abria o livro que lhe foi entregue.

Todos a sua volta estavam tão nervosos quanto a garçonete, mas continuaram mantendo a postura, entre eles, os quatro que estavam se acostumando vagamente com a presença imponente do imperador.

– Ah, aqui possui comidas que eu não como faz tempo. – O imperador falou com um leve tom nostálgico. – Vocês sabem de onde vem a carne e a carapaça de vermes gigantes?

– De vermes gigantes? – Glans afirma confuso

Todos os amigos o encaram desconfortáveis.

– Hahaha. – Riu o imperador. – Sim, mas de onde eles vem?

– Eu já estive em lugares com vermes gigantes. – James começou a falar calmamente. – Era uma cidade com um grande fosso em volta, dava para ver lacraias e centopéias gigantes no fundo.

– Hum, interessante, mas nós não os exportamos. – Kaf afirmou levantando a mão. – Garçonete!

A mulher saiu de trás do balcão trêmula novamente e se aproximou do imperador.

– S-S-S-S-Sim?

– Eu vou querer carne de verme gigante. – Kaf entregou o cardápio para o grupo com um sorriso. – O que vocês vão querer?

– O mesmo. – Afirmam Glans e Aquiles simultaneamente, querendo entrar na onda do imperador.

– Carne de frango no meu caso. – Disse James de forma calma.

– Um Tabule. – Voltten respondeu por último.

A garçonete nem falou nada, apenas faz um sim com a cabeça e correu para longe novamente.

– Mas voltando, sabe o que transforma os vermes em vermes gigantes? – Kaf indagou rapidamente.

– Alquimia? – Voltten sugeriu pensativo.

– Não, magia. – A mão de Kaf começou a adquirir um brilho amarelado de sua mão. – “Os Deuses da Areia” possuem uma magia quase extinta no mundo, seu nome é ziada.

O imperador mostrou o antebraço de sua outra mão, enquanto manipulava a magia com a outra.

Quando sua palma envolveu o antebraço, todos viram ele inflar e se fortalecer ao ponto de parecer um dos braços de Aquiles, talvez até mesmo mais forte.

– Antigamente vários deuses conseguiam efeitos parecidos – Aos poucos a magia se esvaiu e o músculo do imperador volta ao tamanho normal. – Mas atualmente somos os únicos, nem mesmo os cristãos conseguiram emular o mesmo efeito nas reais capacidades. Ele pode aumentar estaturas alheias, logo produzimos mais carne.

– Vocês crescem os vermes para cozinhar? – Aquiles perguntou intrigado.

– Na verdade é diferente, alguns sacerdotes fazem os vermes crescerem e em seguida os matam, isso movimenta um pouco a economia do lugar...

O imperador percebeu o foco de James, que se virou para o lado e pensou em se levantar.

– Falando em economia. – James se levantou e seguiu em direção a garçonete, ajudando a carregar os pratos.

Com duas viagens, a comida dos cinco já estava em mãos, completamente suculentas e saborosas.

– Devíamos ter trazido o escolhido. – James afirmou, dando uma pausa em suas mastigadas com a classe de um cavalheiro.

– Ele quis rever e dizer um adeus a família. – Voltten afirmou. – Melhor respeitar, é possível que ele nunca volte para Suma.

– Uma pergunta. – Kaf indaga. – O que pretendem fazer quando tiverem os seis em mãos?

– Hum? – Aquiles e Voltten murmuram, enquanto James e Glans pararam de comer.

– O que fazer? – Aquiles perguntou confuso.

– Nunca pensamos nisso na verdade... – Disse Voltten pensativo.

– Vocês estão envolvidos com esses semideuses a quase meio ano e nem sequer tem uma ideia de como prosseguir?

Todos ficam quietos por alguns segundos enquanto pensavam.

– Você já lidou com avatares de um deus Kaf? – James questionou diretamente.

– Como? – O imperador questiona surpreso.

– Como você chama sua divindade de “Deuses da Areia”, ou seja, no plural, dá a entender que isso já aconteceu alguma vez por aqui ou pelo menos algo parecido.

– A história por trás dos Deuses da Areia vai além do meu alcance, não posso dar muitos detalhes e a biblioteca do palácio é confidencial com relação a isso.

– Hum...

A porta da taverna foi aberta rapidamente por um guarda que cortou completamente as conversas do local.

– Vossa majestade, Ertiaron chegou!

– Ah. – Kaf notou que já havia acabado seu prato sem nem ao menos perceber, mas também viu que os amigos estavam comendo ainda. – Eu irei conferir os detalhes, podem acabar seu pequeno banquete.

O imperador apenas deixou um saco de moedas na mesa e saiu da taberna rapidamente.

Após alguns segundos discutindo com seus subordinados, Kaf já se pôs em seu palanquim para esperar o grupo.

O imperador, em uma pequena crise de tédio, se lembrou do que James lhe perguntara sobre os Deuses da Areia. Suas mãos refletiram o brilho vago de sua granada que reluzia sem o mesmo perceber.

O imperador tentou fazer o brilho sumir, enquanto sentia um formigamento nas mãos que escondia com faixas brancas, lembrando do que acontecera para estar naquele estado.

As marcas em suas mãos e a pedra preciosa em sua cabeça eram o que lhe mais arrepiava, até mesmo depois de muito tempo.

O homem não temia nada por causa de seu exército poderoso e bem equipado, mas o caçador realmente era a exceção das exceções.

Todos temiam o que aquele ser poderia fazer no reino, basicamente todos estavam com o coração na mão do ataque previsto, mas os Cavaleiros Negros e a Cães Demoníacos salvaram o país.

Esse motivo era mais que suficiente para que ele como imperador do país, devesse até sua alma para o clã dos Cavaleiros Negros e para os seguidores de Tac Nyan.

Após ver os quatro saindo da taverna, Kaf sorriu enquanto os quatro sorriram de volta.

Os soldados conduziram as carroças para perto enquanto a despedida era feita.

– Acho que vocês têm que ir. – Disse o imperador de forma vaga.

– Obrigado novamente pela sua compreensão e sua hospitalidade. – Aquiles falou por todos a sua volta.

– Disponha. – Kaf respondeu de imediato. – Como eu já disse, isso é apenas uma forma de retribuir essa dívida histórica.

– Claro... – Aquiles disse sem jeito. – Só a uma pergunta que queria lhe fazer antes de nos despedirmos.

– Hum? – O imperador ficou curioso perante os dizeres do elfo.

– Você estaria aberto a futuras negociações com os Cavaleiros Negros? Nota do Revisor: Aquiles finalmente dando uma dentro.

O imperador encarou de forma receosa o cavaleiro que se manteve em pé firme e forte apesar do receio e medo da resposta de Kaf.

– Dependendo a proposta, Harenae está aberta a negociações. – Kaf disse de maneira inquieta e contida, evitando contato visual e mantendo o foco apenas em suas mãos.

– Obrigado. – O cavaleiro faz reverência ao imperador e em seguida voltou para os amigos.

Após arrumarem tudo direito, as carroças ficaram prontas.

A primeira e a que conduzia o caminho era onde estava Edward, ainda deitado, Aquiles e Ertiaron a pilotá-la junto de uma série de suprimentos alimentícios.

A segunda era conduzida por James e Glans, com Voltten tendo que cuidar de Varis até seu próximo despertar repentino.

O adeus foi marcado com um último acenar de mãos entre o grupo e o imperador.

As frias ruas de Suma são trilhadas novamente pelas carroças, dessa vez a população já não atrapalhava mais o caminho dos cavalos que os conduziram rapidamente para fora da cidade.

O primeiro pisar fora da capital de Harenae marcou o fim da missão e o começo de uma nova jornada pelo grupo.

Saindo com sequelas e cicatrizes de Suma, mas ao mesmo tempo com seu dever cumprido, os amigos riram para as dunas do deserto.

A preocupação do estado de seus amigos era notória, mas o diagnóstico positivo vindo dos sacerdotes e do próprio Voltten dava aos membros do grupo tranquilidade.

Com seus cavalos com atributos alterados pelos sacerdotes de Suma e pelas rotas marcadas pelos mapas entregues pelos escrivães, a certeza de chegar em casa era de quase cinco dias.

Em meio ao caminho, um grito ecoou no meio do deserto.

Um grito de dor extremamente alto se originava em uma das carroças e se expandiu até sumir no vazio das dunas do deserto

– O Varis acordou! – James afirmou ironicamente.

– O-O-O-Onde eu estou? – Questionou o ladino sem mover sequer um músculo.

– Calma Varis. – Disse Voltten, colocando sua mão na testa do ladino e acalmando sua mente. – Está tudo bem agora.

– Eu só lembro de um teto branco... – O ladino recuperou a visão e logo viu as estrelas da carroça aberta, se maravilhando momentaneamente ao ver a lua de prata no céu a iluminá-lo. – O que aconteceu?

– Muita coisa, meu caro. – James afirmou de maneira cômica.

– Por agora, só descanse. – Disse Voltten suavemente. – Temos a noite para descansar hoje.

Varis lembrou sobre os acontecimentos com o demônio e logo se virou para Voltten para relatar o que estava ocorrendo.

– Ei Vollten... – Antes de terminar sua frase, Varis se inquietou e esqueceu completamente o que iria dizer, como se aquilo nunca tivesse passado em sua mente.

– Sim? – O mago questionou, se virando para o amigo que o encarou por alguns segundos.

– Acho que não era nada.

– Sua mente deve estar conturbada ou com uma leve dor de cabeça. Evite falar um pouco, talvez ajude. – Voltten terminou a frase com um leve tom cômico.

– Quando eu vou poder me levantar?

– Vamos começar uma fisioterapia improvisada amanhã.

– “Fisioterapia?“ – Questionou o ladino e o draconato quase que simultaneamente.

– Eu explico melhor amanhã. – Voltten falou, direcionando sua visão para a lua. – Por agora, vamos só revezando a carroça e descansando.

Por Tisso | 20/08/20 às 17:50 | Ação, Aventura, Fantasia, Sobrenatural, Magia, Mitologia