CAPÍTULOS
OPÇÕES
Cor de Fundo
CONTROLE DE FONTE
HOME INDEX
Capítulo 48 - Em Busca de Presentes

Evalon: os Seis Lendários (E6L)

Capítulo 48 - Em Busca de Presentes

Autor: Tisso | Revisão: Matheus Freitas (Leia SZPS)

Nota do autor. Isso é apenas uma mensagem do autor, pode ignorar se preferir. Ola, desculpe se eu parecer ignorante ou irritado, mas é só um ponto de vista que me deixa meio desanimado em alguns pontos. Eu sei que não é obrigação de ninguém, mas é meio desanimador ver os analytics e comparar as visualizações com os comentários. Sei que é comum esse tipo de coisa, mas da a impressão de que eu estou escrevendo apenas para maquinas verem, claro que agradeço a quem comenta e interage, em especial o Paragon e o ClayMan e a toda comunidade do discord. Acho que isso é só um convite pra trocar ideias nos comentários, mas de novo, ninguém é obrigado a nada. Bem, espero que gostem do capitulo, Say ya

Nota do autor². Estou iniciando um novo projeto pra complementar a historia de Evalon, no caso vai se tratar de uma serie de pequenos complementos pra um assunto especifico da historia ou respondendo alguma questão em especifico (podendo ou não possuir spoilers, mas isso eu planejo avisar antes, então não se preocupem). Já tem uma postagem relacionada que seria a edição 0, a medida que vou postando eu divulgo aqui, então pra quem se interessar segue o link. https://saikaiscan.com.br/news/45-anos-de-evalon-divine-notes/198  

O frio local incomodava, mas a bebida esquentava o corpo, pelo menos, era essa a mentalidade de Aquiles, que tinha Glans com ele, juntos eles iriam se divertir na grande e boa Taverna do Tugg.

Quando abriram a porta, todos olharam para os dois amigos, que já eram famosos no estabelecimento por seus feitos com a bebida e com a força física.

As canecas começam a bater e os bêbados estavam rindo, não demorou muito e os dois se mesclaram com o resto do bar. Ambos se dirigiram para o barman no balcão.

– Salve Aquiles e Glans! – O velho senhor da taverna os recepcionou. – Como posso lhes ajudar?

– Salve, meu caro taverneiro. – Aquiles se sentou perto do balcão, enquanto Glans sentava do seu lado. – O fim do ano está chegando e estamos em busca de alguns presentes para nossos companheiros.

– Oh, entendo. – O taverneiro disse curiosamente. – E como posso ajudar nisso?

– Bebida! – Glans falou animadamente. Matheus Freitas: Converteram o cara em um papudim de primeira linha! Parabéns Aquiles e James, vocês são uma péssima influência!

– Queremos 4 barris do que mais agradaria umas vinte pessoas, nada muito pesado, foque no gosto ao invés do álcool.

– É pra já! – O taverneiro confirmou, fazendo um sinal para os dois o seguirem.

Após passar pela porta que havia atrás do balcão da taverna, os três desceram uma escadaria média. Com uma tocha em mãos, Aquiles ficou reparando nos detalhes do lugar e no cheiro das bebidas que estavam lá, desde os vinhos finos as cervejas artesanais.

Ao chegarem na adega, o senhor tomou a tocha de Aquiles por segurança e lhes apontou os barris.

– Aqueles ali. – O dono da taverna mostrou para um conjunto de barris bem localizados. – Eles são exatamente o que vocês querem.

– Boa. – Aquiles tomou a iniciativa e começou a caminhar na direção dos barris. – Vamos Glans!

Os dois amigos usaram sua grande força para carregarem os barris de cerveja de forma firme, conseguindo andar normalmente apesar do peso.

– Acho que é exatamente isso. – Afirmou Aquiles, fungando para sentir melhor o cheiro da bebida

– Ótimo, vamos para o bar acertar os preços então.

Voltando para o bar, Aquiles e Glans terminaram a negociação com o taverneiro rapidamente.

– Acho que é só isso. – Afirmou Aquiles, guardando suas moedas. – Obrigado por nos vender os barris.

– Que nada. – Disse o taverneiro bem humorado por causa da grande venda. – O prazer foi meu.

Aquiles levantou seus dois barris e começou a andar na direção da saída.

– Vamos Glans. – Disse o cavaleiro, ele não esperava a hora de beber.

– Um minuto. – Disse o draconato, causando uma leve curiosidade no cavaleiro que se virou e o viu entregando um cantil. – Isso ser bebida de Harenae.

– Oh, um presente? – O taverneiro perguntou de forma curiosa.

– Sim...

O cavaleiro olhou aquilo com um sentimento de vergonha vaga devido a simplicidade do presente, mas logo quando o taverneiro bebeu delicadamente um pouco da bebida no cantil, ele mudou sua expressão completamente.

– Isso é incrível! – Ele afirmou. – Esse destilado é feito de maneira incrível.

Glans o encarou com felicidade, afinal ele não esperava se o homem iria ou não gostar daquela especiaria simplória.

– Eu conheço quem consegue reproduzir isso, logo vamos colocar em nosso cardápio. Matheus Freitas: Mais bebida… O Glans e o Aquiles não vão sair mais do bar. Perdemos dois lendários…

– Ei Glans, temos que ir! – Gritou Aquiles em tom cômico.

– Certo. – O draconato se despediu rapidamente do taverneiro e carregou seus barris junto de Aquiles.

Uma brisa fria entrou em contato com a pele dos dois companheiros.

Mesmo com as vestes que lhe cobriam, o elfo ainda sentia um leve frio, que o deixava bem desconfortável.

O próprio uso de roupas diferentes lhe incomodava, estar sem sua armadura o fazia se sentir nu de certo modo, mas as vestes nobres e quentes que lhes foram entregues ajudavam a ignorar a temperatura.

Porém, a única coisa que era impossível de ignorar era Glans. O draconato estava a quase seis meses usando apenas uma bermuda de couro leve.

Se não fosse pelos mantos que ele foi obrigado a usar em Harenae, Glans só usaria uma bermuda desde o dia que eles se conheceram.

A fisionomia do draconato era cada vez mais estranha. Se não bastasse o draconiano ter uma armadura natural contra cortes e ferimentos, ele possuía um sistema de tímpanos e sensação térmica diferentes e provavelmente ainda mais peculiaridades não anotadas.

– Ei Aquiles. – Glans chamou a atenção, ao começar a caminhar com o cavaleiro rumo ao castelo.

– Hum? – Questionou o elfo, se virando para o amigo enquanto caminhava. – O que foi?

– Porque damos presentes? – Ele questionou, deixando o cavaleiro pensativo.

– Sabe, eu também não sei. – Disse Aquiles. – Os seguidores de Yeshua dizem que é por causa do aniversário dos divinos. Os de Tac Nyan falam que é para nos despedirmos do ano que passou e nos trazer boa sorte... alguns outros deuses que já morreram também possuíam algum vínculo com o final do ano, normalmente algo que se aproximasse a sua filosofia.

Aquiles olhou para a estrada, dando passagem a algumas carroças.

– Esse país venera Tac Nyan, então seguimos os costumes impostos por essa cultura, logo estamos aqui, comprando quatro barris de cerveja para presentear todos nossos amigos de uma só vez. – Ele afirmou enquanto colocava os barris no chão por alguns segundos de descansando.

– Hum, presentes. – Disse Glans pensativamente, enquanto olhava ao redor.

Segundos depois da carroça passar, os dois viram rapidamente Varis e Sagita que estavam na frente da vitrine de algumas lojas.

– Há, olha lá. – Aquiles levantou novamente os barris.

– Varis e Sagita? – Glans questionou, confuso.

– Exatamente. Eles provavelmente estão fazendo compras para o final de ano, mas eu tenho certeza que eles não vão comprar para todos. – Afirmou Aquiles, voltando a caminhar para o castelo.

– Hum, Porque?

– Você é obrigado a agradar a todos? – Aquiles perguntou de forma calma e direta, se focando na estrada e acreditando que o amigo estava o seguindo.

– Sou? – O draconato se questionou, falando em voz alta enquanto direciona a visão para a rua que seguia.

– Não Glans, você tem suas preferências e quem quer ou não agradar. – O cavaleiro riu vagamente. – Você tem um grupo de pessoas mais próximas que merecem um presente na sua visão.

– Então Glans ter que conseguir presentes?

– Não vai ser necessário. Como eu disse, esses barris valem para todo mundo e para nós dois. Digamos que dois sejam seus e os outros dois sejam meus.

– Oh, certo...

As conversas dos dois amigos acabaram com a chegada deles nas escadarias do castelo.

Vindo de encontro aos dois que subiam com o peso das cervejas nos barris, Edward – Que além de bem agasalhado, estava com os braços completamente cobertos para não deixar as sequelas a mostra – Estava levando Crist para o centro comercial. A criança não possuía ciência dos graves ferimentos do pai.

– Olha quem está de saída. – O cavaleiro sorriu olhando para Crist, que devolveu o sorriso.

– Olá Crist. – Glans saudou ao lado de Aquiles.

A criança olhou para os dois carregando os barris que pareciam pesar toneladas na pobre mente ingênua da criança.

– Nossa... – Crist estava maravilhada com tamanha demonstração de força.

– A criança não está acostumada com a vida de cavaleiro. – Aquiles disse em tom cômico.

– Vocês são tão fortes? – Ela questionou enquanto olhava os músculos expostos de Glans e os braços firmes de Aquiles.

– Todos somos. – Aquiles desviou o olhar para Edward, que parecia contente com o ânimo da filha. – O seu pai, ele conseguiu aguentar as porradas de um gigante na nossa última missão.

A criança aumentou ainda mais o brilho no olhar. Olhando para Edward de forma trêmula e encantada.

– S-S-S-Sério isso? – Crist perguntou, segurando a mão de Edward não acreditando no que ouvira.

– Digamos que sim... – Disse Edward de forma envergonhada e sem jeito.

– Pode contar como foi? – Crist perguntou puxando seu braço, o que resultou em um dor repentina no paladino. – Por favor! Por favor! Por favor! Por favor!

Aquiles olhou sem jeito para as feições de dor que Edward tentava esconder.

Mesmo não tendo uma ideia muito lógica de como funcionava a fisioterapia ou a recuperação do braço do amigo, o cavaleiro podia afirmar com certeza absoluta que aquilo deveria doer muito, principalmente quando puxado.

– Acho que é melhor dar isso como um prêmio. – Disse Aquiles, tentando resolver a situação.

– Hum. – Os três olham curiosos para Aquiles.

– Se você se comportar, Edward conta a história. – O cavaleiro afirmou com confiança. – Parece bom, não?

Crist soltou a mão de Edward e olhou fixamente nos olhos de Aquiles.

– Mas eu quero agora! – Ela fez beicinho.

– E eu quero uma espada que nunca perca o fio ou uma caneca que tenha cerveja infinita. – Aquiles ironizou os rodeando. – Mas não dá para ter tudo. Matheus Freitas: O cara só pensa em luta ou bebida, Aquiles tem o que fazer não? Kkkkk

Crist olhou irritada para o cavaleiro que continuou andando e subindo as escadas junto de Glans.

– Ei! – Crist gritou. – Onde vocês vão?

Após não receber resposta, ela se virou para o final da escada, onde viu seu pai a esperando.

– Então, quer ir ver o centro comercial ainda? – O paladino perguntou em um breve tom de ironia.

– Porque você não pode contar a história agora? – Crist começou a seguir Edward, até ficar em seu lado novamente.

– Porque estamos indo às compras.

– Mas porque não podemos falar disso no caminho.

– Hum... – Edward pensou em uma desculpa que despistasse sua filha e ainda fosse lógica. – Porque um espião pode ouvir.

Crist rapidamente se calou e se arrepiou.

– Um espião? – A criança questionou animadamente.

– Sim, você não quer dar informações para um espião, não?

– Podemos caçar esse espião?

– Mas quem é o espião?

– Hum... – A criança começou a murmurar. – Um normalmente usa um manto preto e uma roupa de couro, tipo o Varis...

A criança parou de andar vagamente e Edward percebeu.

– Varis é um espião! Devemos caçar ele! – Crist gritou de forma empolgada e tentando parecer ao máximo um cavaleiro ou paladino das histórias que ela via nos livros da enorme biblioteca.

– Calma. – Edward a guiou para a rua que ia para o centro comercial. – Digamos que Varis é um “espião do bem”.

– Hum... – Crist ficou pensativa e curiosa. – Isso existe?

– Pode existir, só precisamos ter sorte de encontrar eles.

Após a caminhada básica até o centro comercial, Edward quase que amarrou sua filha com uma corda, para não perdê-la de vista. O lugar nunca pôde ser bem apreciado por Edward, mas que agora o via completamente.

As carroças passando, as pessoas movendo o comércio, as barracas vendendo dos mais variados tipos de itens. Um lugar belo para a cidade, sem dúvidas. E principalmente um lugar bem protegido por guardas.

Após andar um pouco, Crist puxou novamente a mão de seu pai, mas bem de leve se comparada a vez anterior. Edward olhou para a filha que estende as duas mãos abertas para cima em sua direção.

– Não consigo ver, pode fazer cavalinho? – Ela perguntou humildemente.

Mesmo com a dor no braço e com todos os requerimentos de não fazer tanta força com o mesmo, Edward não aguentou e cedeu ao pedido da filha. Com dificuldade ele a colocou entre seus ombros.

Crist abriu um sorriso gigantesco, enquanto se segurava no cabelo de seu pai, todos os produtos do mercado eram vistos com clareza daquela altura.

As carroças passando com comidas, as pessoas olhavam os lindos objetos vendidos nas barracas, os artistas de rua, todo o mundo em volta maravilhava a criança.

Porém, uma coisa chamou sua atenção.

– Pai! – Gritou Crist, apontando em uma direção. – Ali!

Edward usou sua mão hábil para segurar os pés de Crist, enquanto descansava o sequelado.

Depois de caminhar até a banca que Crist apontara ele se surpreendeu. Era uma espécie de banca revendedora de armas, possuindo em sua maioria armas não maiores que um antebraço normal.

– Eu quero uma! – Disse Crist animadamente, o que chamou a atenção do vendedor que logo aproveitou isso.

– Eu tenho de vários modelos, materiais, finalidades, só escolherem. – O vendedor começou a empurrar para Edward, que ainda não assimilou o fato da filha querer uma arma tão diretamente.

– Não, obrigado...

– Por favor pai, eu prometo te proteger com ela. – A filha afirmou em um pedido humilde e sincero, sem malícia ou maldade.

– Eu tenho um banquinho aqui pra você, criança. – O vendedor saiu de trás de sua barraca e colocou um banco para que Crist ficasse na altura ideal para ver as armas.

Edward ficou receoso, mas a colocou no chão e ficou do seu lado, avaliando cada arma.

Por Tisso | 01/09/20 às 18:09 | Ação, Aventura, Fantasia, Sobrenatural, Magia, Mitologia