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Capítulo 49.5 - Demônio Coruja

Evalon: os Seis Lendários (E6L)

Capítulo 49.5 - Demônio Coruja

Autor: Tisso | Revisão: Matheus Freitas (Leia SZPS)

Nota do autor. Isso é apenas uma mensagem do autor, pode ignorar se preferir. Ola, desculpe se eu parecer ignorante ou irritado, mas é só um ponto de vista que me deixa meio desanimado em alguns pontos. Eu sei que não é obrigação de ninguém, mas é meio desanimador ver os analytics e comparar as visualizações com os comentários. Sei que é comum esse tipo de coisa, mas da a impressão de que eu estou escrevendo apenas para maquinas verem, claro que agradeço a quem comenta e interage, em especial o Paragon e o ClayMan e a toda comunidade do discord. Acho que isso é só um convite pra trocar ideias nos comentários, mas de novo, ninguém é obrigado a nada. Bem, espero que gostem do capitulo, Say ya

Nota do autor². Estou iniciando um novo projeto pra complementar a historia de Evalon, no caso vai se tratar de uma serie de pequenos complementos pra um assunto especifico da historia ou respondendo alguma questão em especifico (podendo ou não possuir spoilers, mas isso eu planejo avisar antes, então não se preocupem). Já tem uma postagem relacionada que seria a edição 0, a medida que vou postando eu divulgo aqui, então pra quem se interessar segue o link. https://saikaiscan.com.br/news/45-anos-de-evalon-divine-notes/198  

O projetar de seu corpo se deveu a uma pancada invisível vinda da manipulação de vento de Parysas. Não havia sido um golpe forte, apenas potente o suficiente para que ele fosse isolado de forma prática.

A região em questão foi mais favorável ainda, o arremesso feito o deixou a pelo menos três quarteirões de distância, sendo parado por um casebre aleatório.

Ele se levantou e quando se estabilizou, viu seu adversário voando a oito metros na sua frente, tanto a vantagem aérea quanto as tempestades de vento eram anuladas pelas habilidades semelhantes do paladino real.

Ambos estavam quase que em pé de igualdade, principalmente vendo que as capacidades do Andras estavam limitadas pelas barreiras internas que restringiam seus poderes, praticamente abaixando seu nível de nível oito para sete.

Parysas, apesar de achar motivos para atacar o inimigo desarmado, esperou como um bom paladino. O demônio retorceu seus músculos e levantou voo novamente, para um ser humanoide, ser sustentado por apenas um par de asas era algo impressionante. Matheus Freitas: Paladinos devem ser a classe que mais morre. Tem que bater e depois ver o que tá acontecendo.

Um Andras era um demônio que raramente agia em conjunto e sempre utilizava do controle de clima, ele era citado em diversos contos domando um lobo preto como auxiliar, mas esse não era o caso.

Aquele não saia do padrão, enquanto uma corrente de frio tentava prejudicar Parysas, o mesmo rebatia com uma frente própria de vento. Ao contrário do metal comum de Edward, as armas e armaduras do paladino real nem sequer sofreram danos com aquilo.

O combate nem havia começado e o acúmulo de energia já podia ser sentido de ambos os lados, Parysas reparou de imediato que o inimigo planejava um ataque massivo.

Adotando uma postura defensiva, suas espadas ficaram o rodeando prontas para se deslocar tão rápido quanto uma bala. Os olhos treinados do paladino real esperavam friamente pelo ataque, e assim foi dado.

Andras cruzou os braços, fechou os olhos e, após alguns segundos, os abriu, despejando a energia mágica em um ataque que envolveu toda a área envolta de Parysas.

Diversos estilhaços foram disparados quase como diversas metralhadoras atirando. O paladino rapidamente tentou formar um escudo letal constituído de suas espadas girando de forma que cortasse qualquer coisa com sua lâmina giratória, mas as brechas deixaram escapar fragmentos que lhe atingiram zonas desprotegidas, mas que não o abalaram.

Reunindo energias, Parysas afastou tudo com um pulsar de vento. Logo em seguida, quando viu Andras, direcionou suas lâminas para atingir o demônio.

As quatro foram diretamente de encontro com o adversário que tentou desviar, e de fato se esquivou da maioria, mas uma acabou lhe varando o peito. Aquele acerto havia sido acidental, ficou claro que o alvo era algo mais próximo a cabeça ou pescoço.

Em ensinamentos passados por Cérbero, demônios Antras eram extremamente frágeis ao fogo – isso não incluindo queimaduras por itens santos – e seu principal ponto fraco eram as próximas do pescoço para cima, tudo que feria sua cabeça de coruja diretamente.

Parysas havia decorado as táticas de combate em seu período de treino tempos atrás, fora as revisões feitas no atual tempo de caos. Andras deduziu boa parte dos fatos enquanto retirava a espada, sofrendo queimaduras internas da lâmina e uma mais intensa devido ao toque no cabo.

A espada foi jogada na direção de Parysas visando lhe ferir, mas ela foi interceptada no meio do percurso, voltando ao grupo das lâminas gêmeas.

“Cortes aéreos podem ocasionar em destruição de estrutura.” O paladino real refletiu rapidamente, enquanto reunia suas espadas no arco preparado para o próximo ataque. “Vai ter que ser no corpo-a-corpo.”

Os movimentos foram suaves, precisos e coordenados ao extremo. Com passos largos semelhantes a pulos, Parysas se aproximou usando de espadas direcionadas como plataforma.

Ele havia sido extremamente rápido, se aproximando de Andras em segundos. Ao mesmo tempo que ignorava a frente gélida rasgando seu lábio, ele teve tempo de direcionar uma espada para em uma situação favorável.

Com suas duas mãos, ele a segurou e com toda sua força ele executou um ataque horizontal que visava decapitá-lo, mas a lâmina havia sido aparada pelas mãos do demônio que rapidamente fez uma conexão entre seu corpo e a espada, logo ele impulsionou o frio.

A frente gélida correu entre a espada do paladino e quase lhe atingiram a mão, se não fosse pela cota de malha interna, seus dedos sofreriam uma perda de temperatura tão grave que ficaria inutilizada até um tratamento. A espada foi largada no processo em um ponto que não era mais possível manipulá-la.

Parysas pôs um dos pés no peito do demônio e com isso ativou uma tempestade de vento que arremessou os dois para lados contrários. Andras havia se prendido numa cratera, já Parysas aterrissou de forma precária num telhado próximo. Uma de suas espadas caiu na rua e as outras que lhe rodeava estavam em um estado de acúmulo de energias.

Andras, quando se mostrou novamente, revelou que três dedos de sua mão direita haviam sido capados. Somando isso com sua outra mão queimada e o corte no peito, ele estava prestes a sucumbir.

Quando levantou voo, teve uma recaída e acabou por optar por ficar em cima de um dos telhados. Quase que cara-a-cara, ele e o paladino real estavam prestes a realizar o último embate com um ataque direto.

Ambos estavam excitando, enquanto guardavam energias, os olhos humanos de Parysas fitavam os de Andras. Foi quando ele abriu seus braços que uma frente fria avançou, criando junto de si fragmentos gélidos afiados.

Parysas, respirou fundo, ergueu a espada, seguido daquilo, as outras quatro foram lançadas juntas de uma corrente própria de vento. Enquanto estilhaços eram repelidos para direções aleatórias – algumas acertando pontos cegos da armadura do paladino e seu próprio rosto desprotegido.

Porém, sua onda de vento sucedida do fincar das espadas foi suficiente para incapacitar Andras em lugares críticos, logo ele sucumbiu aos ferimentos.

Desgastado, Parysas guardou as espadas nas bainhas e desceu o prédio para recolher a que havia sido perdida.

“Nível sete...” ele murmurou mentalmente. “Eu tive alguns problemas para lidar com um de nível sete... pelo menos temos Merlin para nos auxiliar.”

Por Tisso | 05/09/20 às 16:48 | Ação, Aventura, Fantasia, Sobrenatural, Magia, Mitologia