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Capítulo 90 - Análise dos Competidores

Evalon: os Seis Lendários (E6L)

Capítulo 90 - Análise dos Competidores

Autor: Tisso | Revisão: Matheus Freitas (Leia SZPS)

Pulu, Teste de força: cento e cinquenta pontos; Teste de resistência: cento e cinquenta pontos; Teste de tiro ao alvo: duzentos e cinquenta pontos; Teste de magia: duzentos pontos. Total de pontos: setecentos e cinquenta.

Apesar de não falar nada sobre os resultados, Faufautua estava extremamente orgulhosa de seu pupilo.

Varis, Teste de força: duzentos pontos; Teste de resistência: duzentos e cinquenta pontos; Teste de tiro ao alvo: duzentos e cinquenta pontos; Teste de magia: zero pontos. Total de pontos: setecentos.

O número incontável de cicatrizes que ele revelou, quando tirou a camisa para se refrescar, fez automaticamente todos se sentirem desconfortáveis.

Glans, Teste de força: duzentos e cinquenta pontos; Teste de resistência: duzentos e cinquenta pontos; Teste de tiro ao alvo: zero pontos; Teste de magia: duzentos pontos. Total de pontos: setecentos.

A bebida de Faufautua era, de fato, o pior porre que ele já bebeu.

Edward, Teste de força: duzentos pontos; Teste de resistência: duzentos e vinte pontos; Teste de tiro ao alvo: zero pontos; Teste de magia: duzentos e cinquenta pontos. Total de pontos: seiscentos e setenta.

O paladino evitou ao máximo o uso do selo e apenas usou de sua força física sobrecarregada por sua determinação, o fato de se equiparar a um trapaceiro como Varis, lhe trouxe uma confiança a mais em seu espírito. Matheus Freitas: Paladinos... O que há de tão bom neles? Varis é mais esperto...

Porém, ele desmaiou do mesmo jeito que os outros.

James, Teste de força: cento e setenta e cinco pontos; Teste de resistência: cento e setenta pontos; Teste de tiro ao alvo: duzentos e cinquenta pontos; Teste de magia: zero pontos. Total de pontos: quinhentos e noventa e cinco.

Apesar de sua pontuação mais baixa que os outros, o arqueiro não lamentou esse fato, apenas aceitou e torceu para que fossem o suficiente para sua classificação

Aquiles, Teste de força: duzentos e cinquenta pontos; Teste de resistência: duzentos e vinte pontos; Teste de tiro ao alvo: cem pontos; Teste de magia: zero pontos. Total de pontos: quinhentos e setenta.

A fúria era algo indescritível no âmago do cavaleiro, que exigiu que os jurados reconsiderassem todo o peso extra que ele levantara no teste de força, mas os mesmos negaram. Matheus Freitas: Mano... Como o Aquiles levanta tanto peso e não consegue correr 5 kms? Tisso: Em parte ele levantou os pesos e depois correu. Matheus Freitas: Meu querido Tisso, não tente defender o indefensável! Tisso::seidenada:

Após isso o cavaleiro foi apreendido por Glans e Edward enquanto Varis prendia seu corpo com as correntes. Aquiles tentou quebrá-las usando a força bruta de seus músculos. Contudo, ele falhou miseravelmente, já que as correntes não eram armas comuns, elas eram mais grossas e fortes do que o melhor aço refinado que Aquiles teve contato. Frustrado, ele só pôde ser amarrado e trazido de volta.

Voltten foi entregar as fichas de qualificação enquanto dos se recuperavam totalmente.

– Ei Varis. – Aquiles chamou a atenção do amigo.

– Sim?

– Você pode sair de cima de mim, já é humilhação demais eu estar nessa forma estirado no chão. – Pediu mais calmo e controlado.

De imediato, o ladino olhou para os companheiros que fez um sinal de positivo com a cabeça. Logo Aquiles foi solto e todos repuseram suas armaduras novamente.

Aos poucos, os passos de novos competidores chegavam à área de qualificações, algo que surpreendeu a todos devido o espaço de tempo que eles tiveram apenas para si – cerca de uns vinte e cinco minutos.

– Eles só estão vindo agora? – Varis questionou intrigado.

– Acho que algum deve ter tomado coragem depois do pequeno show. – Faufautua falou com deboche. – Ou apenas, chegaram novos.

– É uma oportunidade para conferir se tem alguém que interesse, não? – James questionou rapidamente.

– Ele tem razão. – Pulu confirmou.

Quando os primeiros participantes – pessoas que seriam comparáveis a guardas normais – chegaram, eles reconheceram a figura de Edward, ficando naturalmente longe dele.

– Acho que eu não vou poder fazer isso. – O paladino se direcionou para o banco e se virou para Glans. – Você também Glans, melhor deixar os participantes com o foco nas modalidades, ainda temos pessoas mesmo. – Edward trocou olhares com Varis, que estava olhando para o nada. – Só tomem cuidado

– Certo! – Pulu correu e rapidamente se misturou na multidão, se não fosse pelas vestes bronze, ele teria sumido completamente no meio de tantas armaduras de metal.

Varis foi esguio e natural, se movendo tão sutilmente e superficialmente que conseguira ficar entre a área de treino de magia com a de corrida, tudo em prol da análise e da suposta inscrição de Interfectores Del Amine – mesmo que ele desconfiasse que os mesmos entrariam na primeira leva.

James, pelo contrário de Varis, deixou sua presença aberta, virando um comentarista dos participantes de tiro ao alvo. Junto dele, Pulu ficou vagando pelos que realizavam o teste de força.

Aquiles fazia o mesmo, mas julgando mentalmente todos que entravam e saiam. Inclusive, o mesmo se vangloriava mentalmente quando via que boa parte das pessoas não conseguiam nem um ponto máximo sequer.

Demorou um pouco até que alguém se destacasse, mas foi quando ele entrou que um grande número de sussurros e comentários começou. O ser era tão alto que, ao bater sua cabeça na divisão do teto ele quebrou a decoração por acidente.

O participante estava coberto com uma capa preta – assim como Cérbero sempre esteve – mas eram quase três metros e meio de capa em um ser humanoide gigante. Um troglodita no mesmo molde de Glans, mas com quase o dobro de tamanho.

Porém, esse ser possuía um detalhe em específico, uma abertura de face em que brilhava nele uma pedra verde radiante, dando a impressão de tudo ao seu arredor ser feito de pedra bruta. Em seu lado, literalmente montado em seu ombro, segurando em um colar que mais parecia uma corda de forca, um pequeno humanoide.

Tal ser era tão pequeno quanto uma espada curta, suas proporções eram surrealmente minúsculas – ainda mais se comparadas ao suposto parceiro – ele possuía uma roupa toda coberta e uma manta com capuz escondendo completamente seu rosto, com a exceções de seus olhos, claro.

James, com seus olhos treinados e sua mente vasta de conhecimento, reconheceu de imediato o gnomo carregando sua cria mística.

Ele já tinha ouvido lendas sobre aquele tipo de ser, mas nunca viu um em sua frente, mesmo um artificial, aquele era um golem, supostamente um feito de pedra.

Claro que ele não se surpreendeu, afinal o arqueiro ficou quase que frente-a-frente com o gigante em Suma.

Porém, era de fato um incrível golem em sua frente, tais seres mágicos, que inicialmente eram protetores naturais de lugares como florestas e cavernas, foram dizimados com as inúmeras mortes dos divinos, se limitando atualmente a criaturas artificiais criadas com relíquias mágicas ou magias em si, todos com uma espécie de data de validade interna.

Não era de se surpreender que o golem se movia de forma lenta e desengonçada – com ênfase em lenta – até a área de magia onde o gnomo desceu e falou com os jurados. Na mente de James, a própria existência mágica dele já o consideraria uma magia alta, supostamente, ele estava certo quando ele saiu e foi para a ala de força onde ficou tão pouco tempo quanto.

No final, ele fez o teste de tiro ao alvo por fazer e caminhou um pouco mais rápido até que seu corpo movido por magia fizesse as voltas necessárias, terminando aquilo com pelo menos duas notas máximas.

Rapidamente, James trocou olhares com seus companheiros que estavam em lugares estratégicos.

– “Vou segui-lo”. – Ele assinalou com o rosto, olhos e gestos, coisa que os companheiros entenderam e confirmaram com as cabeças em um movimento rápido.

O arqueiro saiu de seu posto e se pôs a seguir o golem com uma certa distância entre eles.

Mas é claro que um peixe grande não chamaria a atenção do caçador de sardinhas. O ladino ignorou o golem – nem sequer sabendo o que ele era – e focou nos peixes menores e os que mais seriam favoráveis a serem os seus inimigos.

Haviam lanceiros, arqueiros, espadachins e usuários de armas pesadas, mas todos as manejavam de forma falha no teste de magia. Inclusive, usando de apenas estalos e faíscas como magias. Claro que uma demonstração ínfima de magia nem foi considerada nas fichas, só chamaram a atenção de Varis sem motivo.

Porém, foi aí que a teoria do ladino veio à tona. Era possível que, alguns dos participantes, estivessem escondendo seus reais atributos físicos e mágicos para poder usá-los em combate. O primeiro que lhe chamou a atenção foi a figura familiar do caçador sem renome, Klaus.

Não podia dizer se ele chegou a ver seu grupo no local quando entrou, e muito menos se conseguia ver no meio da multidão, mas ele ir para área de avaliação mágica com mais preparo e frieza do que os anteriores já demonstravam sua superioridade.

Assim como as bombas que Varis sabia confeccionar, Klaus exibia suas amostras com orgulho. No primeiro uso, ele arremessou com força uma bomba em seus pés, mas, ao contrário de todas as bombas que Varis já tinha visto, aquela conduzia uma espécie de eletricidade.

Quando Klaus se movimentou com o efeito da magia, uma sombra de raios verdes o acompanhou. Ele sacou a espada e exibiu cortes rápidos e nítidos.

Após isso, ele lançou uma outra a poucos metros em sua frente que causou uma poça de fogo ardente por cerca de cinco minutos. Antes daquilo acabar, ele aplicou outra bomba por cima e aumentou o efeito da explosão.

Como fim, ele arremessou duas bombas de efeitos comuns – e as que Varis sabia confeccionar. Uma de fumaça e uma de fragmentação.

Após receber seus pontos, ele partiu para o tiro ao alvo, onde fez uso de uma besta curta, depois para a ala de força e por fim de resistência, saindo do local sem fazer nenhuma outra ação. Edward fez o mesmo ao identificá-lo.

Porém, aquelas qualificações ficavam cada vez mais e mais maçantes, até mesmo quando Voltten voltou nenhum outro soldado se sobrepôs, de fato a pequena perseguição de James estava mais animada do que os “soldados incríveis” que aquele lugar agregava.

A cidade ainda estava movimentada, próximo ao meio dia, os restaurantes abriram suas portas e os cheiros de comidas fortes e carne de carneiro temperada – um clássico da região – vieram à tona.

James caminhava a metros de distância do golem, sempre desviando olhares e tentando se misturar na multidão. Foi depois de cruzar uma esquina que o arqueiro foi parado por uma cutucada em sua barriga.

Quando olhou para baixo, ele se deparou com o gnomo segurando uma faca tentando perfurá-lo.

De imediato, James reparou que o ser não era grande coisa sem seu companheiro mágico, prova disso era a faca quase sem fio do tamanho de um dedo, mas o mesmo decidiu partir para a conversa.

– Isso não vai funcionar. – James pegou a faca do gnomo e se agachou para ficar mais próximo de seu rosto. – A faca está sem fio, mas você fez bem em mirar abaixo das costelas. Apesar de que minha armadura de couro iria aparar isso. – Jogando a faca para longe e estendo a mão em um cumprimento, ele se apresentou. – Prazer, Jameson.

– Hum?! – O gnomo bufou com um tom feminino. – Io Jove. – Ela falou de forma envergonhada, dando as costas e caminhando em direção ao golem.

– “Jove”? – James perguntou, a acompanhando. – Um nome de linguagem próximas, mas também pode ser “Quinta” em linguagem latina, pelo visto, você percorreu um grande caminho até aqui.

– Ei, como sabe isso!? – Ela perguntou com surpresa

– Eu tenho meus meios de conhecimento, vulgo dicionários que acabei tendo em mãos e uns lugares visitados. – James respondeu. – Era de se esperar que diversos aventureiros e viajantes viriam para cá em troca do dinheiro que isso ia dar, as apostas iam ser incríveis, não acha?

– Tem outra coisa sem ser as apostas? – Ela questionou, ironizando com risadas finas e um pouco fofas.

– O ganhador vai ficar com a mão da princesa e com o reino pelo que eu vi. – Comentou de forma cômica. Matheus Freitas: De novo, eu não sei se estou lendo certo, mas lembrem-se que a princesa é uma anã. Isso não vai dar muito certo...

– Boa parte sabe que não vai ganhar, até mesmo eu, que tenho o Vector, não tenho tantas esperanças.

– Vector... – James murmurou em tom de lamentação quando chegou frente-a-frente ao golem.

– Hum? – Io olhou. – Qual o problema?

– Nada, só o nome do meu falecido pai. – Comentou de forma neutra. – Não precisa se desculpar é coisa da vida.

– Ah, certo... – A gnomo assentindo indiferentemente. – Ei, pode me ajudar numa coisa.

– Hum, claro, o que seria? – James voltou sua atenção a Io rapidamente.

– Bem... eu tenho oitenta centímetros e é meio desconfortável ficar subindo o Vector toda hora...

– Entendo. – Comentou de forma cômica. – Relaxa, eu já servi de pezinho para crianças... na verdade, só pra Crist, mas eu entendo.

– Ei, eu não sou uma criança, minha raça vive até duzentos e cinquenta anos e eu estou na faixa dos centos e vinte! Matheus Freitas: Mas tá conservada! Passa a revendedora dos produtos Ivone pra mim, tenho conhecidos que andam precisando.

– Claro, claro. – James ficou na frente de Vector e deu apoio com as mãos. – Pode subir.

Rapidamente, Vector fez um banco com a mão gigantesca e Io ficou com a cabeça a poucos centímetros acima da visão de James que agora caminhava junto dos dois.

 – Você planeja ganhar esse torneio? – Io questionou após se acomodar.

– Acho que eu pareço minoria, mas sim...

– Você é um homem interessante, Jameson, gostei de você. – A gnomo riu um pouco. – Vai ser interessante conviver com você nesse pequeno período de torneio.

– O mesmo, minha cara nova amiga. Matheus Freitas: Não sei vocês, mas eu fico assustado com a facilidade que essa galera chama os outros de amigos... Uma hora vão ter uma facada no pescoço ainda. ‘-‘

Por Tisso | 26/01/21 às 23:41 | Ação, Aventura, Fantasia, Sobrenatural, Magia, Mitologia